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Vicente
Alves
Webdesigner
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Ressuscitando um
pixel

(clique na imagem para ampliar)
Monitores
com tela do tipo cristal líquido (LCD, ou Liquid Cristal Display)
estão se tornando cada vez mais comuns. E não faltam razões para
isso...Certamente, a mais importante é a qualidade da imagem,
incomparavelmente superior à dos monitores de tubo de imagem (CRT,
ou Cathode Ray Tube). Além disso, ocupam muito menos espaço sobre a
mesa de trabalho, consomem menos energia, são menos sujeitos à
formação de imagens fantasmas e são mais leves e fáceis de
transportar.
A única coisa que impedia sua adoção em massa pelos usuários
domésticos era o preço. Mas a diferença entre os monitores CRT e
LCD, de tamanhos de imagem equivalentes, já está na faixa dos R$ 200
(lembre-se que um monitor LCD de 15” apresenta uma imagem que de
fato mede 15” diagonalmente, enquanto a medida de um monitor CRT de
15” corresponde à diagonal do tubo e parte da imagem fica oculta por
trás da moldura; portanto, para comparar preços de monitores com
imagens de tamanhos equivalentes, compare o de um monitor LCD de 15”
com o de um monitor CRT de 17”).
Uma redução de custo altamente favorável quando comparada ao aumento
de benefícios. Logo, há uma boa probabilidade de que seu monitor
seja LCD. E, se for, é bem possível que ele tenha pelo menos um
pixel morto.
A imagem é criada nos monitores por um conjunto de pontos luminosos.
Nos monitores CRT, os pontos são formados por células de material
fosforescente, ativadas por um feixe de elétrons disparado por um
canhão eletrônico, que varre a superfície interna da tela. Mas, em
um monitor LCD, esses mesmos pontos são gerados por minúsculos
elementos semicondutores e emissores de luz que se acendem com
diferentes intensidades. Portanto, enquanto nos velhos monitores CRT
a luz é resultado da excitação de um material fosforescente, em um
monitor LCD ela é gerada por um componente eletrônico. Que, como uma
lâmpada incandescente, pode simplesmente queimar (ou deixar de
emitir luz), correspondendo então a um ponto permanentemente apagado
na superfície da tela. O famoso pixel morto.
A tela de um monitor LCD de 19” de formato 4x3 convencional, por
exemplo, é formada por um total de 1280 x 1024 pontos, ou mais de
1,3 milhões de pontos. Logo, a probabilidade que um deles deixe de
funcionar depois de meses de uso não é pequena. As razões pelas
quais isso pode ocorrer são muitas. Algumas delas definitivas:
queimou, está queimado e não tem jeito. Mas há casos em que uma boa
massagem pode resolver. E por massagem eu quero dizer permanecer
algum tempo ligando e desligando rapidamente o ponto luminoso.
Funciona? Nem sempre. Mas vale a pena tentar. O problema é como
fazê-lo.
Quer dizer: era. Porque uma alma caridosa criou uma página na
internet exatamente para fazer isso. Trata-se do sítio
Killdeadpixel.com (uma contradição em termos, já que a tradução
significa “mate o pixel morto”) em http://killdeadpixel.com/. Seu
monitor LCD tem um pixel morto? Visite o Killdeadpixel.com e repare:
no canto superior esquerdo da tela há um quadrado onde pequenas
linhas negras tremeluzem sem parar.
Mova o ponteiro do mouse até ele, clique com o botão principal,
arraste-a para cima do pixel morto e deixe-o lá por uma hora. Seu
pixel morto receberá impulsos elétricos que tentarão acendê-lo e
apagá-lo em rápida sucessão, como se o estivessem massageando. Pode
ser que ele ressuscite. Ou não. Mas não custa tentar. Não deu certo?
Tente a versão tela cheia nos tamanhos 800 x 600 ou 1024 x 768 e
mantenha-a na tela por 24 horas. Mas não se esqueça de esconder as
barras de seu navegador e executá-lo no modo tela cheia (teclando
F11 no Internet Explorer ou Firefox). Quem sabe resolve...
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