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Vicente
Alves
Webdesigner
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Janela para a liberdade
Quando
Richard Stallman criou a Free Software Foundation, em 1983, os
softwares livres ou de código aberto eram quase inexistentes. Nesses
25 anos, a situação mudou radicalmente e, apesar dos programas
proprietários ainda estarem presentes na grande maioria da base
instalada de computadores, os aplicativos e até sistemas
operacionais livres ganham mais espaço entre governos, empresas e
usuários domésticos. O crescimento no uso desse tipo de programa,
como as versões do sistema operacional Linux, mexeu com a bilionária
indústria de softwares proprietários, que busca, no mínimo, uma
coexistência pacífica com as aplicações abertas.
O exemplo mais recente foi a decisão da Microsoft de abrir as APIs
(Application Programming Interface, ou Interface de Programação de
Aplicativos) de alguns de seus principais produtos. Considerada
durante anos pela comunidade de software livre como a grande vilã do
meio, a empresa vai permitir que desenvolvedores usem a documentação
para produzir aplicativos livres que trabalhem harmoniosamente com
os programas criados por ela. Há diversos outros exemplos de adesão
de grandes companhias a essa tendência e, para quem atua na área,
este é o resultado de um cenário mundial que, no Brasil, foi
diagnosticado pelo Instituto Sem Fronteiras.
Em pesquisa com 1.090 empresas e órgãos governamentais, a entidade
constatou que 73% deles adotam esse tipo de programa e 48% usam a
tecnologia em missões críticas. “Os grandes players de tecnologia da
informação estão investindo pesado na direção do software livre, que
está muito mais maduro”, observa o coordenador da Associação
Software Livre (ASL), Sady Jacques. Ele afirma que essa será uma das
discussões que estarão em pauta mês que vem em Porto Alegre, quando
a entidade promove, entre os dias 17 e 19, o 9º Fórum Internacional
de Software Livre (FISL 9.0), que reunirá alguns dos maiores nomes
mundiais do chamado ecossistema de software livre. “Os indicadores
condizem com um panorama geral no mundo. União Européia e Estados
Unidos também sinalizam na mesma direção”, ressalta.
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