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Auto Estima e Motivação
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Marli Andrade Psicopedagoga
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Auto - estima. Um processo de Construção
Creio, primeiramente, que o processo fundamental de nossas vidas consiste em que o sujeito aprenda a aprender.
E para tal, reforço a tese de Charlot quando disse “(...) nascer é ingressar em um mundo onde se é obrigado a aprender”, e Freud quando afirmou: “(...) aprendemos por amor a alguém”.
Estes são processos que dariam uma excelente discussão, no entanto, hoje os citei, somente para ilustrar que ninguém pode negar a importância do processo de construção da aprendizagem no ser humano, uma vez que nascemos sem condições de sobrevivermos sozinhos, somos completamente dependentes. Nascemos frágeis – e assim, precisamos de relações duradouras com membros de outras gerações por um longo tempo para aprendermos viver (e viver em sociedade).
O fato é que, infelizmente, esta nova etapa da história, a chamada Pós – modernidade, vem sendo compreendida de uma forma extremamente egoísta, em que o individualismo e o amor por si mesmo é o que vale como princípio ético – as relações interpessoais são vistas, como investimentos e possibilidades de consumo.
As “relações duradouras” e a “aprendizagem por amor a alguém” parecem estar sendo descartadas. Podemos até desconhecer os famosos estágios de desenvolvimento defendidos por Freud e seus seguidores, no entanto, todos compreendemos, que além de “saber”, precisamos de nos “apropriarmos do saber”.E assim, somente assim, ocorrerá o processo de aprendizagem. E o mundo da aprendizagem, oferece inúmeras possibilidades de crescimento.
Desta forma creio no “aprender a aprender”. No aprender a amar a si mesmo sem um sentimento individualista. No estar certo que a vida é um processo de aprendizagem, e, por princípio, dependente. Devemos sim, tornarmos independentes o quanto antes, mas, devemos lembrar de nossas origens – do que nos fez gente - nem que seja para descobrir o “drama” a que fomos submetidos em nossas infâncias.
Não creio num ser com auto – estima que desconsidera seu processo de aprendizagem e acredita que tê-la seja amar a si próprio e a mais nada no mundo. Prezo pelo equilíbrio, pela confiança no processo de construção: Somos o que escolhemos ser.
Nossa auto – estima depende única e exclusivamente de nós juntamente com nossas escolhas, com nosso entendimento de mundo, com as páginas que escrevemos em nossa história, com o que aprendemos em nosso dia a dia...
“Aprender a aprender” – consiste em compreender que a vida é um processo de construção em que de tempo em tempo, devemos parar e analisar como a enxergamos. Victor Hugo compreendeu e nos ajuda nesta análise:
“... não há árvores más, nem homens maus. Há maus cultivadores”
Creio, por fim, que Vander Lee também compreendeu tal colocação quando fez uma de suas mais belas canções – na minha concepção: “Meu jardim”:
“...tô relendo minha lida, minha alma , meus amores. Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores. Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores. Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores. ...tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho. Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho. ...Tô bebendo minha culpas, meu veneno, meu vinho... escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho... ... estou podando o meu jardim ! estou cuidando bem de mim ! estou podando o meu jardim !
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