Assuntos Gerais (Opinião)

 

 

 

Aléquison Gomes

Radialista

 

"Mata que passa"

Um dia desses, por acaso ouvi alguns colegas de ofício tecendo alguns comentários acerca das crônicas que tenho postado aqui.

Diziam que haviam lido os textos e que tudo lhes pareciam muito óbvio, corriqueiro e a seu ver pouco produtivo.

Apresentaram-me sugestivamente então, um assunto pouco comum e carregado de noticias que se identificavam mais com uma série de relatos informativos altamente difíceis de compreensão, que levaria o leitor  mais propriamente a  uma sensação de estar lendo um jornal tremendamente exaustivo, do que a qualquer outra coisa. 

E na opinião dos estimados colegas, aquilo seria algo legal para escrever aqui no site no lugar das crônicas que tenho postado.

Então percebi que eles de fato haviam lido e relido aquilo que eu havia escrito, mas que até então não tinha a menor idéia do que seria uma "Crônica".

Resolvi então, deixar a seguir uma pequena nota a deferência do que seria. Ressaltando antes, que toda Critica é sempre bem vinda, desde que seja construtiva e não destrutiva.

Porque o propósito da segunda é simplesmente destruir e não edificar.

Então vamos lá:

crônica

01- Uma conversa a respeito de algum acontecimento do cotidiano abordado de uma maneira diferente, mesmo sendo óbvio e natural.  

02- Não se trata de um noticiário, mas de um texto irônico, e descontraído acerca de determinado assunto, com algumas observações ainda não notadas pela maioria.

03- Não se pode esperar que seja uma escrita que esteja acima da compreensão dos seres normais, pois isso não seria uma coluna de opiniões e sim um convite a uma viagem ao sobrenatural do mundo das adivinhações. E de adivinhação, definitivamente eu estou fora! 

Então o que estou fazendo aqui?

Apenas postando comentários acerca de assuntos, nos quais algumas pessoas ainda não pararam para fazer uma avaliação com uma perspicácia maior. E é isso que a gente tenta fazer, levar as pessoas a algum raciocínio saudável que venha contribuir de alguma forma para o desenvolvimento de suas conclusões pessoais reverentes a certos assuntos do dia-a-dia. 

-O lamentável é saber que existem aqueles que: ou ainda não entenderam do que a coluna aqui se trata, ou não conseguem admitir a essência daquilo que entenderam e por terem uma tremenda dificuldade para engolir o sucesso alheio, preferem falar mal. 

Aproveitando a nota de esclarecimento, fiz também uma pequena observação generalizada que serve para muitos que inevitavelmente precisam encarar pessoas desse tipo o tempo todo e certamente já fizeram a seguinte pergunta:

Porque algumas pessoas sempre têm dificuldades de se alegrar com os acertos das outras?

Aqui, vai uma pequena explicação ao meu ponto de vista:

Estes poucos que se auto credenciam super inteligentes e penetrados pela própria ilusão errada de que sabem mais do os outros, tentam de alguma forma ridicularizar o que o outro faz, porque só assim conseguem conviver com a carga de não fazerem absolutamente nada.

Na maioria das vezes a dor do indivíduo se torna mais intensa quando percebe que outro não a sente. 

Então a melhor saída é tentar atacar de algum modo, para ver se consegue esconder a própria tragédia. Envolvendo quem esta a volta, em alguma outra tragédia também.

Eu poderia definir isso muito bem como "Um campo minado de invejas e ressentimos"

E em campo minado, onde tem bombas por todos os lados, a visão das pessoas é deformada e ainda não encontraram nenhum óculos capaz de reparar essa deficiência.

E com uma ótica perturbada desse campo de traumas e insucessos, alguns olham para um simples texto como esse e vêem apenas "LETRAS" por que são deploravelmente incapazes de ver "IDEIAS

Outros têm manchas na sua própria vidraça e por não conseguirem enxergar claramente, insistem em afirmar exaustivamente que a sujeira está na vidraça do vizinho.

E em campo de bombas dessa categoria é mais confortável fazer tropeçar os que andam, do que encontrar forças para andar também.

É mais fácil tentar adoecer o outro, do que partir em busca de uma cura para a própria doença.

Porque isso é o que dá uma leve e momentânea sensação de que enquanto estão conseguindo deixar a mostra algum pequeno defeito do outro, a sua lastimável e esmagadora insuficiência esta sendo distraída.

A boa noticia é que esse aborrecimento não acontece só com você e eu.  É coisa antiga. Essa trapaça homicida dos que são incomodados com a nobreza dos que não se conformam, afetou até Cristo.O filho do carpinteiro, como preferiam chama-lo. Esse foi violentamente perseguido e vitimado.

Tentaram incansavelmente encobrir a diferença e o bem que ele fazia quando ensinava, mas não conseguiram.

O difamaram e até afirmaram que não poderia vir nada de bom da sua cidade, mas mesmo assim ele não se calou.

Quanto mais o criticavam e o acusavam, mais ele se destacava. 

Até alguém aparecer com uma sentença pré-definida para se livrarem daquilo, que havia se tornado uma exposição indireta do quanto eles eram pequenos e medíocres. O veredicto foi certeiro e unânime: "MATA QUE PASSA”.

E o que eu quero dizer com tudo isso é algo muito simples:

Para chegar a um porto seguro nessa vida tem que sair desse campo minado. E pra sair do campo, tem que olhar para o que esta bem diante do seu nariz e não o que esta diante dos outros.

Você pode ter a sua própria qualidade, para ser apreciada ou criticada, conquistar seu mérito para ser discutido, amado ou odiado.

Ou você pode simplesmente passar os seus anos aqui na terra tentando desqualificar as qualidades de alguém e ficar apenas como mais um peregrino que anda sem direção e sem alvo. Triste, arrogante e vazio. 

Apenas olhando para os atributos dos outros, e gritando:

"MATA QUE PASSA"  

Aléquison Gomes
alequison@yahoo.com.br

Radialista, músico e atualmente, cursando bacharelado em teologia.
 

 

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